segunda-feira, 5 de maio de 2008

Conversas Chinesas!






Bandeira da China







China, do Socialismo ao Capitalismo

Entre os países que compunha o antigo socialismo a China é o único que tem alcançado altos níveis de desenvolvimento, após a abertura econômica a China tem acentuado suas relações comerciais, isso deu início a partir de 1970.
Hoje o ideal chinês não mais se vincula ao socialismo e sim ao desejo de se tornar uma potência mundial no século XXI, e poder superar o seu eterno rival na Ásia, o Japão.
Um breve Histórico Um grande movimento guerrilheiro de base camponesa, liderado por Mao Tse Tung instaurou o regime socialista a partir de 1952, com isso passou a ser uma república popular de economia planificada.
Em 1960 o país passa a ter relações de apoio com a União Soviética, para desenvolver o setor industrial, nessa mesma década a China deixou um pouco de lado a atividade industrial se voltando totalmente para a agricultura.
A partir de 1970 houve uma retomada total da atividade industrial, com elevados investimentos nas indústrias de grande porte, doravante houve uma abertura do comércio exterior, gerando saldos positivos na balança comercial, incremento turístico e investimentos em novas tecnologias, com isso a China busca se transformar em uma grande potência.
A China atual
Em 1980 a China entrou em um período de intenso crescimento econômico, o governo chinês ofereceu incentivos para instalação de indústrias estrangeiras. As exportações chinesas saltaram de 3,6 bilhões de dólares em 1978 para mais de 250 bilhões de dólares em 2004, tal crescimento provocou problemas comuns aos países capitalistas como desigualdade social, desemprego e aumento da pobreza, outro problema são as disparidades regionais na quais determinadas regiões da China se tornaram mais desenvolvidas e industrializadas do que outras.
Hoje a China é o país mais industrializado do sul, lugar que era ocupado pelo Brasil nos anos 80, e pode se tornar uma das maiores potências econômica, política e militar do mundo.
Apesar de ocupar o sexto lugar na economia mundial, devido à densidade demográfica tão elevada 1,3 bilhões de habitantes, os indicadores sociais se assemelham ao dos países do sul, a renda per capita (960 dólares) é baixa, sua população passa por problemas como: desnutrição, grande número da população vive no campo e há elevado índice de mortalidade infantil.
Voltaremos...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

REDAÇÃO BEM BOLADA

REDAÇÃO DE ALUNA DA UFPE
Leiam até o final, é muito bem engendrado.
Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco (Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.

Redação:

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.

Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.

O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.

Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.

Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.

Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.

Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.